Em uma das classes do curso de pós-graduação: Gestão de Pessoas da UNASP, aliás considero uma turma geração Y, ou seja, nerd mesmo!, nessa turma 2011 como é chamada, fiz uma pesquisa para saber quantos tem pen drive, apenas para confirmar o que já sabia, todos afirmaram que tinham, e mais da metade da turma disseram que tem no mínimo 2, e a forma de utilizar era, um para atividades profissionais e outro para coisas pessoais. Se todo mundo tem e querem ter mais, então, esse produto merece algumas reflexões. Primeiramente, vamos refletir sobre como ele é, depois confirmaremos a sua eficiência, para então orientar sobre como utilizar e se proteger dos vírus (esse tópico, será abordado no próximo artigo).
Ele ficou conhecido como pen drive, pelo fato de alguns dos primeiros modelos se assemelharem a uma caneta e dispunham de um clip para prendê-lo no bolso. Atualmente, o seu preço tem caído, à medida que sua capacidade aumenta, a sua configuração comum hoje é de 2GB, com uma taxa de transferência de 100Mbit/s. A combinação de custo/benefício, é potencialmente perigosa para a perda irrecuperável de grande volume de informações pelos usuários distraídos.
O pen drive é considerado por todos como uma solução portátil, com capacidade para transporte de arquivos de dados, vídeos, áudios e fotos. É extremamente simples a sua utilidade, o que o usuário terá que fazer é ligar o pen drive em um computador pela porte USB.
O outro lado da história do pen drive- Quem já teve seus dados “detonados”?
A partir de inúmeros depoimentos de colegas na sala dos professores do campus São Paulo, percebi que a coisa é muito séria!! Assim, passei a pesquisar sobre o que fazer e, busquei algumas orientações sobre os cuidados que deveremos ter para evitar esse mal! Tomei como base das orientações a seguir, o site que está na referência bibliográfica no final do artigo.
1º) Como escolher o pen drive
Existem muitos fabricantes “sérios” de pen drive, que aplicam controle de qualidade rígido e respondem pelo produto, oferecendo inclusive suporte via Web. Há também, os de “reputação duvidosa”, cujos cuidados no processo de produção são desconhecidos. Em resumo, como você precisa desse dispositivo e precisa comprar para armazenar informações importantes no seu pen drive, escolha um modelo de fabricante conhecido, respeitado e consolidado no mercado. Caso contrário, você deverá estar preparado para as conseqüências de sua escolha.
2º) Cuidado ao conectar
A vida útil de um pen drive é maior que a de um HD(Hard Disk) convencional, que é aproximadamente 5anos. O detalhe está na sua construção, “ o chip de memória é montado em um circuito impresso, a que são soldados os 4 contatos do conector USB, fixado no invólucro externo, usualmente de plástico. O circuito impresso é frágil e a fixação do conector no invólucro não é tão rígida como parece - Aí está o problema.
Por mais acessível que esteja a porta USB de seu micro, por melhor que seja sua pontaria, por mais firme que seja sua mão, o "pluga-despluga-repluga" do dia a dia provoca inevitavelmente fadiga do material, fraturando algum circuito ou comprometendo contatos internos. Isto para não mencionar o desastre imediato: o corpo de um pen drive espetado na porta USB do micro oferece um excelente braço de alavanca. Basta um pequeno esbarrão e... tudo vai por água abaixo!
Como nada disso pode ser evitado, o jeito é tentar alongar a vida útil do dispositivo. Uma boa solução é conectar o pen drive ao micro por meio de um cabo USB "o macho/a fêmea" (encontrado em qualquer loja de produtos de informática e que custa aproximadamente o preço de um sorvete). A conexão do pen drive ao cabo é mais fácil e submete o conjunto a menos esforço. Além disto, o pen drive não fica preso ao micro, sujeito a avaria mecânica, mais freqüente do que muitos imaginam.
3º) Depois de conectar o pen drive...
As portas USB de seu micro, a que são simplesmente encaixados plugues USB, permitem transferência de dados em alta velocidade. Por outro lado, as conexões internas do computador, por onde passam fluxos de bits com taxas semelhantes, são soldadas ou consistem de encaixes muito justos, com a segurança adicional de parafusos de fixação.
A despeito do aspecto amigável das conexões USB, você não pode tratá-las com a mesma falta de cerimônia com que lida com uma tomada elétrica, ou com um plugue de áudio. Um movimento, por menor que seja, nas superfícies de contato plugue/porta, durante uma transferência, poderá corromper os seus arquivos. Portanto, uma vez conectado o plugue USB à porta e tendo aparecido o ícone na barra de tarefas, confirmando o reconhecimento do dispositivo, não mexa mais nele.
4º) Considere o pen drive, apenas como meio de transporte de dados.
O pen drive funciona como um disco de alto desempenho. Isto acaba por nos induzir a utilizá-lo como tal, trabalhando diretamente com os arquivos armazenados. Talvez você até já proceda assim, ignorando o risco a que se expõe. Sua sorte um dia poderá acabar e, quando menos esperar, seus arquivos serão corrompidos.
Pense bem!, não dá tanto trabalho assim: plugue seu pen drive, copie os arquivos com que irá trabalhar para o disco rígido, realize suas tarefas e, ao final, copie-os de volta. Caso o micro em que você trabalhou não seja seu, apague os vestígios de sua passagem, para sua própria segurança e para preservar o espaço em disco de terceiros.
5º) Para desconectar: cuidado!!!
O pen drive, como qualquer dispositivo com conexão USB, tem a característica de hot-swappable, ou seja, pode ser conectado ou desconectado com o computador ligado, sem risco de dano ao hardware, seja a porta em que está ligado ou o próprio dispositivo.
Os dados armazenados, no entanto, poderão ser corrompidos caso o dispositivo seja removido durante operações de leitura ou gravação.
Para que isso não ocorra, devem ser seguidos os procedimentos abordado, no processo da remoção do pen drive.
Remoção de Pen Drive
1º passo:
Dê um duplo clique com o botão esquerdo do mouse no ícone do "pen drive", localizado na barra de tarefas, no canto inferior direito da tela, mostrado na figura ao lado.
Aparecerá a janela abaixo reproduzida, onde são exibidos os dispositivos USB presentes; no caso, dois "pen drives", designados como volume "E" e volume "G":

2º passo:
Selecione aquele que deverá ser removido, no caso, o volume "E", e clique no botão "Parar".

3º passo:
Aparecerá uma janela para que você confirme que deseja realmente desconectar o pen drive selecionado. Clique em "OK".

4º passo- Caso o sistema interrompa o dispositivo:
Caso o sistema interrompa o dispositivo, como se espera, ele desaparecerá da lista e será exibida a mensagem mostrada na figura ao lado, apontando para o ícone do "pen drive" na barra de tarefas.
É só isto. Você já pode desconectar com segurança o dispositivo da porta USB do seu computador.

5º passo- Caso o sistema não possa interromper o dispositivo:
Quando isto ocorre, é sinal de que algum arquivo de seu "pen drive" está aberto e sendo utilizado por algum programa, ou que alguma tarefa ou transferência de dados que envolva o "pen drive" está em andamento.
Caso você tenha usado algum programa do MS Office (Word, Excel, PowerPoint) para editar arquivos, após salvar seus dados, feche-o. Feche também o Windows Explorer.
Enquanto você não obtiver a mensagem que aparece no item anterior, não remova o pen drive.

6º passo- Ao transportar: lembre-se (de novo), o pen drive é frágil!
Embora pen drive possam ser colocados em chaveiros ou pendurados no pescoço, há lugares bem mais seguros para transportá-los. Dentro do bolso ou de uma pasta o dispositivo ficará mais protegido contra choques mecânicos, quedas e respingos d'água.
7º passo- Ao retornar a seu equipamento fixo: faça sempre o backup do pen drive!
A capacidade dos pen drive, mesmo os maiores, fica bem aquém da oferecida pelos discos rígidos disponíveis nos micros atuais. Portanto, sempre será possível criar-se um diretório no disco rígido, destinado a receber a cópia de segurança de todo o pen drive ou, ao menos, de seus arquivos mais importantes.
Naturalmente, este backup tem que ser mantido atualizado, sendo uma boa prática criar-se mais de um diretório para as cópias de segurança (um para dias ímpares, outro para pares, por exemplo). Reduz-se assim a probabilidade de "queimar-se" acidentalmente uma cópia de segurança.
Todos que já tiveram um pen drive extraviado, avariado, ou apenas corrompido lamentaram não dispor de backup atualizado do dispositivo. Evite fazer parte deste grupo.
Referência Bibliográfica
http://www.hardware.com.br/comunidade/tutorial-dicas/740727/ acesso em 11/05/2011.
Professor Dr. Roberto Sussumu Wataya- é professor da UNASP dos campus São Paulo e Engenheiro Coelho.
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