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Onde você se encaixa no ranking esnobe da fotografia profissional? Uma análise apimentada sobre os fotógrafos na ótica de um especialista da indústria.
Por Paul Melcher
Fotógrafos de editorial costumavam pular de uma história para outra. Notícias eram notícias de esportes, guerra, celebridades ou desastres naturais. Um fotojornalista poderia fotografar um presidente em um momento e logo em seguida cobrir uma celebridade. E o fotógrafo ou fotógrafa faria isso com o mesmo talento, intensidade e dedicação. Sempre de olho na qualidade.

Hoje muitos profissionais preferem categorizar seus próprios trabalhos. Uma espécie de autossegmentação (segregação).  Um exemplo, um fotógrafo de casamento dificilmente fala com um fotógrafo de esportes. Todos têm seus nichos, grupos, associações, blogs e fóruns. A fotografia dividida em classes sociais, quase como uma sociedade feudal. Como se tivessem reis, cavaleiros, bobos da corte, os nobres e, claro, os trabalhadores do campo.

Então onde você se encaixa nos muitos perfis, segundo o ranking dos esnobes da fotografia? Aqui uma analisa rápida começando com o tipo de fotógrafo mais respeitado (ao menos para os esnobes).

1 – Fotógrafo de guerra

Quando maior o echarpe ou cachecol envolto no pescoço, mais importante você é. É como se fosse uma medalhe de honra. Fotógrafos de guerra são tratados como heróis, independentes da qualidade de suas imagens. Não é o que eles mostram o que importa, mas as dificuldades que passam para tirar as fotos. Vale lembrar: fotógrafos de guerra até serão mais respeitados, deus me livre!, se foram atingidos ou mortos durante o trabalho. E a chance de ganhar o status de lenda é quase automática.

2 – Fotógrafo fine art

É o seu caso se o seu trabalho parece carregar uma mensagem secreta que ninguém entende. Ou quem sabe fotografa imagens perturbadoras. Quanto mais títulos acadêmicos tiver, melhor, o mesmo vale para prêmios que ganhou (até os que ninguém conhece). Estará sempre no topo da lista dos esnobes. Ajuda também se tiver publicado livros, feito exposições e dado palestras com freqüência.

3 – Fotógrafo documentarista

Vale mesmo que seja só uma foto de uma criança morrendo na África. Aliás, vale muito. Melhor ainda se usar recursos multimídia para apresentar as fotos. Um fotógrafo ruim desse nicho vale 20 vezes mais do que o melhor fotógrafo de celebridades, daqueles que ficam no tapete vermelho.

4 – Fotógrafo de capas de revista

Não importa o quanto o produto final foi retocado. Esse fotógrafo geralmente figura entre as celebridades, o que ajuda na hora de bater aquele papo ou fazer conexões. Aqui ser um fotógrafo é irrelevante O que conta é quem você conhece.

5 – Fotógrafo corporativo

Veja que estamos descendo no ranking agora. Mas tirar fotos de presidentes, advogados e executivos traz responsabilidade. Quanto mais você atua nessa área, mais será respeitado. Não por causa do seu talento, mas pelo simples fato de que você conseguiu se manter nesse mercado por tanto tempo.

6 – Fotógrafo de banco de imagens

A inclinação do nariz para cima é proporcional à importância do profissional dessa área.

7 – Fotógrafo de esportes

É um trabalho duro. Mas alguém tem que fazer.

8 – Fotógrafo de casamento

Tão plebeu.
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Foto de:  ~farcry77

9 – Fotógrafo de celebridades

Se você atua no círculo das celebridades todos dirão que fotografar celebridades é o que dá dinheiro e vende hoje em dia. É considerada pelos esnobes da fotografia um subarte, um trabalho menor. Fotógrafos de celebridades são ignorados em festivais de fotografia, feiras, museus e até mesmo oficinas. Algo como aquela pessoa da família que você não quer apresentar para ninguém.

10 – Paparazzi

A escória da humanidade, certo? Como eles ousam fotografar pessoas sem autorização? Claro, fotógrafos de documentário também invadem a privacidade das pessoas, não é? Só que ao menos os fotógrafos documentaristas trabalham na África, Afeganistão e não em Hollywood.

11 – Amadores e fotógrafos de bico

Como se atrevem a entrar nessa lista?! Vale o lembrete: a posição do fotógrafo neste ranking tem pouco ou nada a ver com o talento. Até porque muito dos “melhoresfotógrafos nos dias de hoje não tiram fotos e têm assistentes fazendo o trabalho para eles. E ninguém parece se importar.

Fonte:

Revista FHOX

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