O curso de Nutrição do Unasp promoveu a primeira Oficina Culinária do ano de 2012. A proposta do projeto era ensinar métodos de preparo dos alimentos de forma nutritiva, saborosa e sem a utilização do glúten. O componente está presente em diversos tipos de alimentos, naturais ou industrializados, e que faz parte da dieta do brasileiro. “É muito importante que o aluno da nutrição vivencie essa experiência porque quando ele estiver atuando lá no campo ele estará distante, às vezes, de uma realidade onde ele teria acesso rápido à informação”, afirma a coordenadora do curso, Odete Santelle.
Iniciativas como essas podem auxiliar muitos portadores de doença celíaca, aquela que faz com que o organismo rejeite o glúten e comprometa a absorção dos nutrientes, é conhecida mais popularmente como intolerância ao glúten. “A doença é descrita na literatura, mas o vivenciar, o preparar a comida é o mais difícil, então esta é a oportunidade”, enfatiza Odete.
Nesses casos o que deve ser feito é a substituição do glúten por outros ingredientes. A estudante de Nutrição, Juliana Bahia, explica que existem alimentos similares e com propriedades nutricionais parecidas e que, portanto, são recomendados para esse fim. “O ideal é que mesmo quem não é celíaco esteja intercalando a alimentação e ficar, por exemplo, uma semana substituindo por outro alimento”, recomenda.
Até as pessoas que não possuem tal intolerância poderão, em alguns casos, desenvolver a dificuldade, pois ao ingerir glúten diariamente corre-se o risco de desgastar o organismo e comprometer a função do intestino. A aluna Nívea Alexandre, esta no segundo ano de Nutrição e conta que sua mãe descobriu ser celíaca recentemente, aos 42 anos de idade. Segunda ela, é um indício de que a intolerância ao glúten pode surgir ao longo do tempo. “Além das receitas que aprendemos aqui, pretendo com isso ter uma base para conseguir outros alimentos, para que ela possa comer sem sofrer nenhum dano”, revela. A saúde da mãe foi o que a motivou participar do projeto.
A Oficina Culinária não estava restrita aos estudantes de Nutrição. Jader Silveira possui restaurante de comida vegetariana e procurou participar da aula em busca de novas receitas e métodos para o público que frequenta o estabelecimento, entre eles, alguns celíacos. A professora Odete considera a internet como uma boa ferramenta na pesquisa por receitas sem glúten. Segundo ela, existem hoje muitos sites confiáveis e especializados nesse ramo. “Às vezes a receita que esta lá ainda não foi testada, mas é importante. Pode fazer o teste e adaptar”, aconselha.
O glúten, comum em boa parte dos cardápios, pode ser substituído por ingredientes como farinha de arroz, farinha de milho, coco ralado, purê de batata entre outros. Todas as receitas preparadas pela Oficina Culinária tiveram ótimo resultado e com sabor muito agradável. Em breve as receitas sem glúten serão divulgadas através da revista digital Oficina Culinária disponível no site do Unasp.